segunda-feira, 11 de abril de 2016

A diferença entre ver e olhar


Ao assistir os vídeos solicitados na proposta da atividade, foi possível compreender melhor o ato de “ver” e “olhar”.
No primeiro momento, realizando o ato de “ver” os vídeos de forma imediata e observando apenas as suas características de uma forma mais “fria”, mostrou-me apenas o efeito do vento natural e artificial em materiais leves, como a sacola plástica e o tecido. O vento artificial é fornecido por ventiladores em um ambiente controlado causando um efeito nos tecidos. Já o vento natural fornece o mesmo efeito na sacolinha plástica em um ambiente não controlado, pois se trata de um ambiente externo, podendo ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento.

Após esta primeira visão, realizando o ato de “olhar” de uma forma mais atenta, buscando significações e sentidos e sensibilizando-se com as cenas, as observações realizadas mostram que no primeiro vídeo a forma como os ventiladores estão organizados, a música de fundo e a iluminação transformam  tudo em um espetáculo de dança. Os bailarinos, que no meu olhar parecem ser um casal, ali representados por tecidos dançam lindamente, nos encantando com o conjunto todo da obra do artista. No segundo vídeo a dança se dá de forma mais natural, utilizando apenas uma sacola plástica vazia e folhas secas. Apesar de apresentar de forma mais simples, a música de fundo e as imagens nos mostram outra apresentação de dança. Por se tratar de um espaço não preparado e sem que haja um controle dos materiais, a dança vai acontecendo sem que se planeje as imagens, causando assim um efeito de surpresa e admiração do efeito do vento, pois assim conseguimos “ver” o vento e a sua beleza. 
Além da leitura indicada fiz uma breve pesquisa sobre o tema para melhor compreender  e exemplificar os argumentos.
Segue o link dos vídeos descritos:

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Postar, postar e postar!

Desde o início do curso a maior dificuldade que tenho enfrentado é postar minhas reflexões. Na elaboração do workshop II fiz questão de mencionar esta dificuldade. Refletindo sobre este assunto, percebi que esse fato me acompanha desde sempre. Lembro que nos anos iniciais, muitas colegas tinham diários para relatar momentos de suas vidas. Eu, sempre fã de caderninhos, tive muitos diários, porém não conseguia realizar registros sobre minhas reflexões. A dificuldade se estende desde então.
Buscar os assuntos, argumentar sobre e divulgar meus pensamentos por mais que pareça simples é quase uma tortura.
Agora, já no eixo lll, percebo que será preciso sanar esta dificuldade e a cada semestre a evoluir mais.
Através das leituras e aulas presenciais que abordam o tema em questão, foi possível perceber que os argumentos e a clareza dos assuntos abordados são fundamentais para uma postagem de sucesso.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Ambiente alfabetizador

Uma das passagens dos textos sobre Emília Ferreiro me chamou atenção. Nela, Emília diz em outras palavras que as diferenças entre as crianças de classe média e pobres não se dá por déficit intelectual.
Ao ler lembrei da minha realidade, pois atualmente trabalho com alunos pobres de escola pública e alunos de escola particular de classe média.
A diferença que percebo entre eles se dá no ambiente familiar, alunos de classe média, e não só os da escola particular, mas também os alunos com mais condições sociais que frequentam a escola pública apresentam maior valorização ao ensino. Demonstram vontade de aprender e possuem um "ambiente alfabetizador", pois seus familiares fazem uso de leituras.
Os alunos mais pobres, embora não apresentem déficit intelectual, demonstram uma certa falta de interesse pela leitura, normalmente suas famílias não possuem o hábito da leitura.
Destaco a importância da família e de um ambiente alfabetizador para a formação de novos leitores. De que forma podemos ajudar estes alunos que veem em casa a desvalorização de algo tão importante na vida deles? Ensinar os pais seria a solução? Questionamentos que permanecerão e que espero futuramente poder responder.

Infância selvagem

Será que estamos enfrentando infâncias "selvagens"? Estamos convivendo com crianças que fazem parte de uma infância bem diferente da nossa propria infância.
Nossos alunos, pelo menos uma boa parte, dominam as tecnologias de forma satisfatória.  Em seus lares possuem liberdade de expressão, diferentes recursos de aprendizagens. Na escola precisam ser "dominados", para se encaixar no sistema atual de ensino. Isso transforma estas crianças em jovens rebeldes e incompreendidos. O caminho correto é a dominação ?
Acredito que dando- lhez mais espaço e ouvindo-os conseguiremos compreender essa geração.

domingo, 29 de novembro de 2015

O desenho e a escrita

          Ao ler os textos disponibilizados pela interdisciplina de Fundamentos da Alfabetização percebi a importância do desenho para a construção da escrita. Vou utilizar como exemplo minha sobrinha e afilhada que está com cinco anos e cinco meses.
          Maria nunca frequentou creches, desde que nasceu fica aos cuidados de seus avós enquanto seus pais trabalham. Recentemente tem apresentando grande interesse pela escrita demonstrando grande curiosidade pelo universo das palavras.
             Confesso que tenho muito orgulho deste fato, pois desde bebê presenteio minha afilhada com livros, cadernos, massinhas de modelar, tintas, pincéis, canetas coloridas, carimbos, etc. tudo que faça parte do universo da educação infantil. Sempre soube da importância da EI na vida de uma criança e por muitos anos trabalhei nesta área. 
              Embora nunca tenha "ensinado" minha baixinha, hoje ela reconhece as letras do alfabeto e números. Associo este conhecimento aos desenhos que assiste pela TV a cabo. Todo o seu saber ocorreu de forma natural e espontânea, apenas disponibilizando os recursos para instigar sua curiosidade natural.
                No início Maria representava através de desenhos os episódios de seus desenhos favoritos como Peppa Pig e Amigãozão, utilizava os desenhos em sequencia para mostrar os momentos das histórias e mostrava à todos contando tudo o que havia ocorrido nas cenas que assistia.  Atualmente pede ajuda para escrever frases e montar histórias perguntando como se escreve as palavras. No próximo ano iniciará na pré escola e está muito ansiosa para este momento.
               Acompanhando o seu desenvolvimento, pude observar as fases do desenho mencionados em um dos textos e a importância de cada momento para a construção e reconstrução para o desenvolvimento infantil. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Papel da Escola

     Ao folhear o livro "Ensinar aprendendo"  de Içami Tiba encontrei este trecho e resolvi fotografar, pois acredito que isso define muito bem o papel da escola na vida de cada aluno.
     Durante as leituras das interdisciplinas deste semestre me questionei muito sobre o papel da escola. Analisando toda a evolução da educação percebi que nos últimos anos a escola deixou de "evoluir" se tornando algo metódico e desvalorizado, sem abrir espaço para as novas tecnologias.
    

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ALFABETIZAÇÃO

             
           

             Alfabetizar não é uma tarefa fácil. Trabalhando há cinco anos com turmas de alfabetização e participando do PNAIC desde o seu início percebo que a cada ano, a cada nova turma aprendo um pouco mais sobre alfabetizar.
             Acredito que esta caminhada não chegará ao fim, pois sempre precisamos reciclar nossos métodos e conceitos. 
             A interdisciplina de Fundamentos da alfabetização, me proporcionou muitos momentos de reflexão sobre como ensinar, sobre meus erros e acertos. 
            Deixo aqui o esquema solicitado pela interdisciplina:


           Após ler os textos e assistir os vídeos, elaborei este quadro com os principais assuntos de Emília Ferreiro. Fiquei muito feliz em perceber que muito do que foi lido no material executo em minhas classes. Para um professor não basta conhecer a Psicogênese da língua escrita e sim saber utiliza-la como forma de compreender o processo de aquisição da leitura e escrita.
              Os objetivos devem ser constantes e valorização da leitura também possui muita importância neste momento. A família deve contribuir demonstrando o prazer de ser um leitor.
              Minha caminhada continua e cada vez mais rica em sabedoria, assim podendo oferecer o melhor aos meus queridos alunos.