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domingo, 5 de agosto de 2018

Semana 12 - Relato de experiência



A experiência que trago foi ocorreu em 2012, com uma turma de segundo ano, no município de Nova Santa Rita.
A tecnologia utilizada foi o computador e o acesso à internet, muitos alunos ainda não haviam utilizado o computador e a internet. A aula foi de puro conhecimento para a turma. Inicialmente a proposta era de utilizarmos um jogo online de alfabetização, mas ao perceberem que havia muitas possibilidades de jogos os alunos ficaram encantados. Na época, poucos alunos tinham a cesso a internet e por este motivo a aula foi ampliada. Após realizarem as atividades propostas (jogos de alfabetização) os alunos puderam  explorar os jogos em rede disponíveis no site.



Os resultados foram bem satisfatórios, foi uma aula muito marcante para os educandos. A dificuldade encontrada foi a demora no carregamento e na inicialização das máquinas, pois a escola não dispõe de pessoal para atuar no laboratório (até hoje).



domingo, 29 de julho de 2018

Semana 6 - Memórias tecnológicas


Seria impossível pensar nas memórias tecnológicas da escola sem olhar para o que já vivenciamos. Nascida em 1986, com início da vida escolar em 1993 lembro bem dos momentos tecnológicos mais marcantes na escola e na família.
Quando aluna da educação básica participei de momentos marcantes para a escola com as tecnologias, durante o ensino fundamental o recurso mais tecnológico adquirido pela minha família foi um maquina de escrever, esse momento marcou o início dos trabalhos de pesquisa datilografado. As pesquisas eram feitas em um livro chamado “Manual didático” que era inclusive, vendido de porta em porta e quando não era suficiente, tínhamos que ir até a biblioteca pública no centro de Canoas para pesquisar. Na escola os recursos tecnológicos eram o rádio, muito utilizado nos dias de chuva pela professora de educação física. O retroprojetor, utilizado principalmente pelos professores de história, artes, ciências e geografia para auxiliar na visualização de imagens em escala maior. O xerox e o mimeógrafo também fizeram parte deste momento.
Ao iniciar o ensino normal, o celular marcou esta fase, mesmo que ainda sem acesso a internet servia para a comunicação entre colegas através de mensagens SMS.  Neste mesmo período iniciou-se o uso de internet na minha família junto com a compra de um computador e com ele o uso de disquetes. O acesso à internet ainda era muito precário, internet discada e com um valor alto durante o dia, por isso o acesso se dava somente após a meia noite, pois o valor era pelo pulso e não por minutos como durante o dia. Os trabalhos de pesquisa começaram a ser digitados e logo foi necessária a compra de uma impressora para a impressão dos trabalhos na própria residência.
No ensino normal, durante uma aula de prática docente tivemos o dia de como fazer uma “matriz” e de como utilizar o mimeógrafo. A professora explicou direitinho como utilizar tanto a folha como o aparelho. Após a explicação todas as alunas fizeram uma matriz e puderam “rodar” a folhinha no mimeógrafo. Aprendemos também como fazer “lâminas” para retroprojetor. O retroprojetor durante o Ensino Normal foi muito utilizado, os professores faziam muito uso deste recurso.
Com o passar dos anos, ainda no Ensino Normal, o retroprojetor foi dando espaço para o Datashow, os celulares começaram a ter câmeras e acesso à internet, mas o mimeógrafo...  demorou muito tempo para ser substituído.
As memórias tecnológicas vivenciadas enquanto docente (e aluna de ensino superior) foram menos impactantes, pois a maioria se tratou de substituições e aperfeiçoamento de algo que já existia.  Abaixo apresento fotos de arquivo pessoal, para ilustrar algumas inovações tecnológicas vivenciadas durante a prática docente e acadêmica.


Foto 1 ( 2012): Enquanto utilizava o mimeógrafo para prepara folhinhas de atividades para os alunos, no notebook preparava as fotos dos alunos que seria o presente de dia das mães daquele ano.  Dupla tarefa ocorria por que a demora no carregamento das imagens era tão grande que optei por fazer outra tarefa no mesmo momento. O clique foi feito por uma colega, pois duas “eras” estavam sendo utilizados no mesmo instante. A imagem postada, já em uma rede social rendeu diversos comentários a respeito destes dois recursos.


Fotos 2 e 3 (2013): As fotos mostram a utilização de dois recursos para a escrita de Braile. O clique ocorreu durante uma das aulas do curso de extensão em AEE. Os dois recursos são utilizados por cegos pra a escrita e para a produção e mátria de escrita para cegos. Até este dia, não conhecia estes materiais pessoalmente. Além destes, outros recurso para a escolarização de cegos foi conhecida como o soroban, réguas de aumento e bengala.  


Foto 4 (2014): Nas mãos o primeiro tablete, adquirido como uma ferramenta para auxiliar nos estudos, para a realização de pesquisas e leitura de materiais online. A compra deste recurso teve o objetivo de utilizar o tempo de deslocamento entre as escolas como um momento de aprendizagem.


Atualmente não utilizamos mais o mimeógrafo nas escolas, apenas o Xerox, o pendrive já foi substituído pela “nuvens” que facilitam o acesso das informações de qualquer aparelho. Os eletrônicos são sincronizados, fazendo com que tarefas possam ser realizadas através de computadores, tablets e smartphones. As pesquisas são feitas através da internet, sem a necessidade de pesquisar em livros, mas muitas das fontes são livros que foram digitalizados.
Apesar de já “dominar” os recursos tecnológicos, percebo que a utilização em aula como um recurso de aprendizagem ainda está distante. Nós professores ainda precisamos aprender como utilizar a internet como ferramenta  no ensino. Desta forma, me sinto ainda insegura na utilização deste recurso nas turmas de alfabetização.